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Resumo em 10 segundos

Senador Alessandro Vieira apresentou o plano de trabalho — agora vem a parte técnica: como criptos entram no mapa do crime? 🔎🧵

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CPI do Crime Organizado vai investigar uso de criptomoedas por milícias e tráfico — plano de trabalho apresentado pelo relator Alessandro Vieira foi aprovado após a votação 🧵🔎

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Por que as criptos aparecem na mira? Elas facilitam transferências transfronteiriças, oferecem caminhos de conversão em dinheiro e, em alguns casos, camuflam origem dos recursos (mixers, privacy coins, comércio P2P). A investigação precisa entender esses fluxos.

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Ferramentas de análise on-chain ajudam a traçar movimentos, mas têm limites: mixers, coinjoins e moedas focadas em privacidade (ex.: Monero) complicam a vida dos investigadores. A CPI terá que combinar blockchain analytics com cooperação internacional.

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Questão política e técnica: exigir compliance (KYC/AML) em exchanges é essencial — mas cuidado com medidas que ataquem privacidade legítima ou fechem espaço para inclusão financeira. A melhor abordagem é equilibrar investigação com proteção de direitos.

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Pontos práticos que devem entrar no roteiro: identificar wallets ligadas a milícias/tráfico, fluxo entre P2P e exchanges, uso de NFTs e DeFi para 'lavar' valor, e relação com empresas de fachada. Subpoena e transparência em dados são cruciais.

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O papel das plataformas: exchanges centralizadas, corretoras P2P e OTC podem ser canais de saída de recursos. A CPI precisa avaliar políticas internas, histórico de compliance e possíveis falhas de supervisão por parte das autoridades.

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Reflexão final: se feita com rigor técnico e respeito a direitos, a CPI pode reduzir o uso ilícito das criptos sem sufocar inovação. É uma oportunidade para Brasil fortalecer regulação, cooperação internacional e transparência sem retrocessos sociais.

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