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Uma transferência de US$ 10 mil pode acionar novos controles — e empresas cripto ganham novas rotas para lidar com moeda estrangeira. 🪙🇧🇷

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O Banco Central colocou duas novas peças no tabuleiro cripto brasileiro nesta quinta (1º). 🪙🧵 A Resolução BCB 588 amplia controles sobre transferências com carteiras autocustodiadas; a 575 facilita certas operações em moeda estrangeira para empresas.

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A primeira cena envolve quem guarda as próprias chaves. Pela Resolução 588, transferências de ativos virtuais entre instituições reguladas e wallets autocustodiadas devem ser comunicadas ao Coaf quando alcançarem o equivalente a US$ 10 mil ou mais.

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Na prática, autocustódia não foi proibida. Você continua podendo controlar seus criptoativos sem intermediário. Mas, quando uma carteira própria interagir com uma prestadora regulada em valores elevados, o caminho terá mais rastreabilidade.

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O objetivo é reforçar a prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. O desafio será aplicar essa vigilância com proporcionalidade: segurança financeira importa, mas não deveria transformar autonomia legítima em suspeita automática.

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Na outra ponta está a Resolução 575. Ela amplia o acesso a contas de depósito em moeda estrangeira no Brasil para exportadoras, empresas com dívida externa, companhias com investimento estrangeiro e certos não residentes.

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Para negócios ligados a cripto, tokenização e fluxos internacionais, isso pode reduzir conversões cambiais sucessivas, custos e riscos operacionais. A norma dispensa câmbio em algumas transferências autorizadas entre contas em moeda estrangeira.

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O detalhe decisivo: não é uma liberação geral do dólar no dia a dia. Pagamentos domésticos em moeda estrangeira seguem limitados, e saques ou depósitos em espécie nessas contas continuam vedados. O recado é claro: mais infraestrutura, com salvaguardas.

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O mercado cripto brasileiro entra em uma fase menos improvisada: mais trilhas de compliance para grandes transferências e mais eficiência para operações globais. A questão agora é se a regulação conseguirá proteger sem sufocar a inovação e a autocustódia.

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