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💸 Linhas de crédito podem acelerar moradia, clima e trabalho — mas precisam de custos claros para fortalecer as contas públicas. 🧵

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Crédito público fora da meta fiscal já chegou a R$ 180,5 bilhões em 2026, aponta a IFI. 💸 O volume financia moradia, clima e trabalho — mas reforça a urgência de transparência total sobre o custo dessas operações. 🧵

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O número já supera os R$ 147,7 bilhões registrados em todo 2025 e é mais de três vezes os R$ 52,8 bilhões de 2023. São repasses do Tesouro a fundos e bancos públicos para oferecer crédito em condições direcionadas.

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Por que isso fica fora da meta? Em tese, o governo troca caixa por um valor a receber no futuro, classificando a operação como despesa financeira — e não como gasto primário. A IFI alerta: só olhar a meta diz cada vez menos sobre a política fiscal.

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Há impacto econômico real: quando o Tesouro empresta a juros menores do que paga para se financiar, surge um subsídio implícito. Ele não aparece integralmente no ano da decisão, mas pode elevar a dívida ao longo dos contratos.

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A boa notícia é o destino de boa parte dos recursos: Minha Casa, Minha Vida recebeu R$ 35 bi; Fundo Clima, R$ 34 bi; crédito para motoristas de app e taxistas, R$ 30 bi; e o Plano Brasil Soberano, R$ 22 bi. Crédito bem desenhado pode ampliar acesso e investimento.

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O ponto decisivo agora é governança. O TCU pediu a publicação do valor dos benefícios creditícios e um mecanismo centralizado para dar visibilidade aos fundos. Transparência não é freio: é o que permite manter crédito estratégico, com responsabilidade e confiança.

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