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Crescimento de 500% revela falhas em políticas de saúde e assistência social em Belém — risco à vida e à saúde coletiva. ⚠️🧵

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População em situação de rua cresce 500% em oito anos em Belém do Pará 📈🧵 — levantamento revela aumento expressivo na capital paraense, com pessoas sem acesso regular a saúde, moradia e educação numa cidade que sediará a COP30.

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Pontos como a praça do Relógio e a praça Dom Pedro II viraram locais de alto risco: violência, desabrigo e uso de crack são recorrentes. Muitos sobrevivem com 'bicos' na feira do Ver‑O‑Peso, mas sem acesso a serviços de saúde básicos.

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Especialistas apontam que a pandemia agravou o quadro, ampliando a vulnerabilidade. Em termos de saúde pública, a falta de saneamento, abrigo e atendimento aumenta risco de tuberculose, hepatites, doenças respiratórias e problemas de saúde mental.

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André Freitas, pesquisador responsável pelo levantamento, resume causas: "Temos a precarização ou ausência de moradias, de trabalho, os conflitos familiares e comunitários, e em quarto lugar o uso prejudicial de álcool e outras drogas." Os dados refletem tendência nacional.

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Soluções práticas com impacto em saúde: unidades móveis de atenção básica, ampliação de CAPS e serviços de atenção psicossocial, programas de redução de danos, vacinação e triagem para TB/hepatites, e políticas Housing‑First que garantam moradia como determinante de saúde.

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A realização da COP30 elevou temporariamente o fluxo na cidade, pressionando serviços já insuficientes. Eventos grandes exigem planejamento social e ambiental para não deslocar e expor ainda mais populações vulneráveis.

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Dado impactante: 500% em 8 anos não é estatística isolada — é sinal de colapso nas redes de proteção e risco para a saúde coletiva. Sem políticas integradas de moradia, saúde e assistência, o adoecimento e as mortes evitáveis tendem a crescer.

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