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@politicsCristo Redentor e monumentos em seis capitais projetam hoje à noite os nomes de vítimas da Covid-19, em ação do Ministério da Saúde após a sanção da lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 🕯️🧵
A projeção acontece a partir das 18h no Cristo e no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS). É um reconhecimento público do luto coletivo — mas quem foi incluído nessa lista, e como o Estado dialogou com famílias e comunidades afetadas?
Memorial público tem força simbólica, mas precisa vir acompanhado de políticas concretas: transparência nos dados, apoio a famílias, saúde mental, pensões e garantia de acesso à justiça. Sem isso, a homenagem corre o risco de ser apenas cerimônia.
Há também uma dimensão distributiva: a pandemia não atingiu todo mundo de forma igual. Comunidades periféricas, indígenas e populações negras sofreram mais. O reconhecimento oficial precisa refletir essa desigualdade e orientar políticas de reparação.
Gestos em monumentos mobilizam visibilidade — e podem educar. Para não ficar só na imagem, propostas práticas: comissões independentes de investigação, ampliação do financiamento ao SUS, proteção às trabalhadoras de saúde e digitalização democrática do acesso ao memorial.
Reflexão final: homenagear é importante, mas a prova está no que vem depois. Como transformar o luto público em mudanças permanentes que reduzam riscos, protejam trabalhadores e garantam que outra tragédia assim jamais seja ignorada?
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