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A Cummins conversa com Foton e outras marcas chinesas enquanto acelera exportações. Quem ganha com essa nova disputa nos pesados? 🚛

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A Cummins negocia motores e pós-venda com a Foton e outras chinesas que avançam no Brasil. 🚛🧵 A pergunta é: essas parcerias vão fortalecer a cadeia local ou apenas transformar o país em mercado para tecnologias decididas lá fora?

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Segundo Adriano Rishi, presidente da Cummins Brasil, as conversas envolvem localizar peças e oferecer suporte pós-venda. Parece básico, mas não é: quem compra caminhão novo quer disponibilidade de peça e oficina capacitada — não veículo parado gerando prejuízo.

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A Foton já monta caminhões em Caxias do Sul (RS) com a Agrale. E BYD, Sany, JAC, Sinotruk e XCMG devem estar na Fenatran 2026. Com tantas marcas chegando, a infraestrutura de serviços acompanhará essa corrida?

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A Cummins prevê produzir 40 mil motores neste ano, alta de 10% ante 2025. O impulso vem de EUA e Europa, já que o mercado brasileiro de caminhões desacelerou. O Brasil está exportando competitividade — ou compensando uma demanda doméstica fraca?

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As exportações devem saltar entre 70% e 80% e chegar a 15% da produção. É uma saída importante para preservar escala industrial, mas também expõe a fábrica local aos ciclos externos. Até quando depender de mercados de fora será a estratégia?

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E a descarbonização? A Cummins sustenta que a combustão interna continuará relevante, das picapes aos extrapesados, enquanto outras rotas avançam. Faz sentido: carga pesada não tem uma solução única. Mas onde entram combustível, infraestrutura e custo para o transportador?

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O gás natural aparece como opção para nichos, como coleta de lixo, sem expectativa de grande volume. A grande questão não é escolher um “vencedor”: é criar condições para que tecnologia mais limpa seja viável sem encarecer a logística de quem depende do caminhão todos os dias.

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