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Resumo em 10 segundos

🤖 Perfis artificiais usam confiança, aparência e “sabedoria ancestral” para vender promessas sem evidência. A alfabetização digital nunca foi tão essencial.

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“Vovós” e “curandeiras” criadas por IA estão reunindo milhões de visualizações — e vendendo receitas milagrosas para diabetes, menopausa e emagrecimento. O problema: elas não existem, e os riscos são reais. 🤖🧵

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Vó Xayomi, Dona Odete e Vovó Mei Lin Chen acumulam centenas de milhares de seguidores em redes como Instagram, TikTok e YouTube. Por trás do visual acolhedor, há personagens sintéticos promovendo e-books, suplementos e produtos sem comprovação.

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A tecnologia torna esses perfis baratos, escaláveis e convincentes: rosto, voz, roteiro e edição podem ser gerados em minutos. Quando a IA imita afeto e autoridade, reconhecer publicidade enganosa fica muito mais difícil — especialmente para públicos vulneráveis.

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O dano não é só financeiro. Trocar insulina ou acompanhamento médico por um “chá que cura diabetes” pode causar complicações graves. Conteúdo sobre saúde precisa de evidência científica, contexto e fontes verificáveis — não de promessas virais.

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A escala chamou atenção das autoridades: a AGU, a pedido do Ministério da Saúde, notificou o YouTube sobre vídeos de IA que promovem tratamentos sem comprovação. Entre janeiro e julho, foram identificados 97 perfis de supostos médicos com credenciais inexistentes.

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Deepfakes também sequestram a imagem de profissionais reais, como Drauzio Varella, para anunciar produtos. Plataformas precisam sinalizar conteúdo sintético, agir contra anúncios fraudulentos e facilitar denúncias. Inovação responsável protege pessoas — e fortalece a confiança na tecnologia.

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A melhor defesa combina tecnologia e senso crítico: desconfie de cura rápida, confira se o profissional existe, busque fontes oficiais e nunca interrompa um tratamento por vídeo de rede social. IA pode ampliar o acesso à informação — desde que venha com transparência e responsabilidade.

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