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Resumo em 10 segundos

O mercado de fundos virou grande demais para fiscalização no modo planilha. A CVM quer trilhos digitais, IA e mais gente no time. 🤖📈

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A CVM quer tornar a tokenização uma transição obrigatória no mercado de capitais brasileiro — e usar IA para supervisionar tudo em outra escala. 🤖📈🧵

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O motivo é bem direto: a indústria de fundos chegou a R$ 11,5 trilhões em patrimônio líquido e reúne mais de 34 mil estruturas ativas. Fiscalizar operações nessa velocidade com processos analógicos e depois que algo acontece? Já não dá mais.

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Na prática, tokenizar é registrar ativos e operações em infraestrutura digital, como redes DLT/blockchain. Isso pode deixar transferência, liquidação e auditoria muito mais rastreáveis — desde que a tecnologia venha com regras claras.

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Otto Lobo, presidente da CVM, citou uma liquidação física e financeira mais imediata, reduzindo a defasagem entre uma operação e sua conclusão. Menos tempo no meio do caminho também pode significar menos risco de contraparte.

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Outro ponto forte: trilha de auditoria contínua. Ordens e execuções poderiam ser registradas automaticamente, no modelo de um Consolidated Audit Trail. E contratos inteligentes poderiam embutir exigências de KYC, compliance e prevenção à lavagem de dinheiro.

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A ideia não é desligar a infraestrutura atual de uma vez: B3 e BSM continuariam operando em paralelo aos novos trilhos digitais. O grupo de trabalho da CVM já testa três redes DLT para ativos digitais nativos e casos institucionais.

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Tecnologia sozinha não fiscaliza mercado: a CVM prevê 1,2 mil novos servidores em quatro anos. IA pode ampliar capacidade, mas supervisão humana, proteção de dados e regras transparentes seguem sendo a parte que realmente sustenta a confiança.

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