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Resumo em 10 segundos

Em Macapá, pesquisas lideradas por mulheres mostram como a biodiversidade amazônica pode virar conhecimento, renda e soluções sustentáveis. 🌿🔬

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No Amapá, uma alga coletada perto da captação de água pode virar produto de nutrição. E um açaizal nativo pode produzir mais sem derrubar a floresta. 🌿🔬 Essa é a história por trás da “Ciência Delas” em Macapá. 🧵

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A 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia reuniu, de 27 a 29 de outubro, pesquisadoras do Iepa no Senai. O foco não é apenas celebrar trajetórias: é revelar pesquisas que nascem da Amazônia e dialogam diretamente com seu território.

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Uma das protagonistas é a bióloga Elaine Cunha, especialista em algas marinhas. Elas parecem discretas, mas estão em alimentos, roupas, cosméticos e pigmentos. Na escala certa, podem abrir caminhos para novos materiais e produtos.

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O estudo começou em algas presentes na fonte de captação de água usada pela Caesa. A pesquisa ajudou a desenvolver produtos e deu origem à startup Blue Green, voltada à nutrição — um exemplo de ciência saindo do laboratório para a vida cotidiana.

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Mas Elaine faz um alerta importante: algas não são uma solução mágica. Seu uso exige identificação, tratamento correto e pesquisa séria. Bioeconomia sustentável depende de cuidado técnico, não de exploração apressada da biodiversidade.

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Em outra frente, a agrônoma Amanda Diógenes estuda o manejo de açaizais nativos. A ideia é ensinar técnicas que aumentem a produtividade das árvores que já existem na floresta, com tratos culturais adequados.

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O mesmo olhar alcança os castanhais: melhorar a produção, implantar corredores e compreender os ciclos da floresta. Quando conhecimento científico chega a quem produz, conservação e geração de renda podem caminhar juntas.

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“Ciência Delas” deixa uma imagem poderosa: mulheres com mestrado e doutorado investigando o que cresce, flui e vive na Amazônia. Valorizar essas pesquisas é também entender que o futuro da floresta passa por quem a conhece de perto.

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