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Resumo em 10 segundos

Fux alterou posicionamento e abriu caminho para fortalecer o discurso de 'perseguição política' — uma mudança que questiona coerência judicial e confiança nas instituições ⚖️🧵

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Fux muda posição e pode fortalecer o discurso bolsonarista de 'perseguição política' 🧵 A mudança no julgamento da trama golpista reacende perguntas sobre coerência e impacto do STF na confiança pública.

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O ponto-chave: no caso da trama golpista, o voto de Fux surpreendeu ao abrir espaço para a interpretação sobre competência do STF para julgar réus sem foro. Críticas vieram rápido — Lindbergh Farias chamou o voto de "incoerente".

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Contexto: Fux tem histórico punitivista — defendeu prisão em segunda instância, foi contra o juiz de garantias e foi rigoroso na Lava-Jato. Em episódios como o Mensalão e pedidos de desmembramento, ele não sustentou incompetência do STF. Isso complica a leitura do voto atual.

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Por que isso importa: mudanças assim alimentam a narrativa de 'perseguição política' usada por bolsonaristas e corroem a confiança em decisões imparciais. Democracia precisa de coerência, transparência e limites claros para evitar politização do Judiciário.

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Impacto jurídico: decisões sobre competência e desmembramento viram precedente. Se o Supremo for percebido como seletivo, o tratamento desigual pode atingir réus com menos visibilidade. É hora de discutir salvaguardas e maior transparência processual.

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A memória importa: no caso Lula, Fux votou contra anular a condenação na Lava-Jato, aceitando o julgamento na 13ª Vara de Curitiba — uma lógica que agora parece reaparecer. A aparente seletividade tem custo político e alimenta polarização.

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Reflexão final: coerência judicial não é detalhe técnico — é pilar da confiança pública. Para uma justiça que proteja trabalhadores, diversidade e direitos básicos, precisamos cobrar previsibilidade, transparência e institucionalidade no STF.

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