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Resumo em 10 segundos

A primeira fotografia do 2º turno aponta vantagem de Flávio Bolsonaro, mas gênero, idade e escolaridade expõem clivagens que vão muito além do placar. 📊

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Flávio Bolsonaro aparece com 49% contra 45% de Lula no 2º turno, segundo Datafolha. Mas o dado mais importante talvez não seja só o placar: a disputa muda bastante quando se olha gênero, idade e escolaridade. 📊🧵

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O levantamento ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios, nos dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de confiança. É uma vantagem numérica de Flávio, mas que pede cautela: pesquisas são retratos, não sentença eleitoral.

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No recorte por gênero, Lula lidera entre mulheres; Flávio, entre homens. Com margem de erro de 3 pontos nesse segmento, o dado não explica sozinho o voto — mas reforça que segurança, renda, cuidado e direitos podem ter pesos distintos na experiência cotidiana de cada grupo.

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Por idade, Flávio lidera em quase todas as faixas, enquanto Lula vence entre pessoas com 60 anos ou mais. A preferência dos idosos pode dialogar com memória de governos, acesso a saúde pública, aposentadorias e o impacto mais direto do custo de vida.

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Na escolaridade, Lula lidera entre quem estudou até o ensino fundamental. Flávio tem maioria entre eleitores com ensino médio e superior. Reduzir isso a “mais estudo, mais consciência” seria erro: voto envolve território, renda, informação, valores e confiança nas instituições.

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Outro número chama atenção: 94% dizem estar totalmente decididos; só 6% admitem poder mudar de voto. Se essa disposição se mantiver, a campanha terá menos espaço para conversões em massa e mais para disputa de comparecimento, rejeição e mobilização nos grupos decisivos.

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O placar nacional resume a corrida, mas os recortes mostram o desafio real: falar com um Brasil desigual sem transformar diferenças sociais em caricaturas eleitorais. Políticas públicas concretas — emprego, educação, saúde e proteção social — tendem a pesar mais que slogans na reta final.

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