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Resumo em 10 segundos

O sol de Arrakis, planeta de Duna, pode ser visto em noites limpas no céu de Araras. 🌟🏜️

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O “sol” de Arrakis, o planeta desértico de Duna, existe de verdade — e dá pra enxergá-lo do interior de São Paulo. 🌟🏜️ Sim: Araras tem uma conexão cósmica bem improvável com o universo criado por Frank Herbert. 🧵

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Em Duna, Arrakis orbita Canopus, uma estrela real e absurdamente brilhante. Ela é a segunda mais luminosa que vemos no céu noturno, atrás apenas de Sirius — e fica na constelação de Carina.

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Canopus está a cerca de 310 anos-luz da Terra. Ou seja: a luz que chega aos nossos olhos hoje saiu de lá quando o Brasil ainda vivia no começo do século 18. Astronomia é uma máquina do tempo, né?

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Por estar bem ao sul do céu, Canopus pode ser observada de boa parte do Brasil. Em Araras, a 170 km da capital paulista, ela aparece em noites limpas, baixa no horizonte sul. Binóculo ajuda, mas não é obrigatório.

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E como Araras entra nessa história? Pela rota mais aleatória possível: Roberto Carlos começou no União São João, da cidade. Ele foi treinado por Parreira, que apareceu num evento com David Lynch, diretor da primeira adaptação de Duna.

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Lynch dirigiu Duna em 1984, décadas antes dos filmes de Denis Villeneuve. Mas, muito antes de qualquer adaptação, Frank Herbert já tinha escolhido Canopus como o astro de Arrakis — misturando ficção científica com um objeto real do nosso céu.

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Da próxima vez que você olhar para o sul numa noite estrelada, procure Canopus. Talvez ela não ilumine dunas, vermes gigantes ou a especiaria… mas conecta o céu de Araras a um dos universos mais marcantes da ficção científica. ✨

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