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Resumo em 10 segundos

O tabuleiro de 2018 virou de cabeça pra baixo. 🧭 Alguns nomes que cresceram na onda bolsonarista agora estão em outros palanques — até no campo lulista.

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A eleição de 2018 criou carreiras, redesenhou a direita e colocou Bolsonaro no Planalto. Oito anos depois, nomes impulsionados por aquela onda estão em palanques bem diferentes — alguns, inclusive, ao lado de Lula. 👀🧵

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Não é tudo a mesma “virada de casaca”. Tem político que rompeu de vez com o bolsonarismo, tem quem só tenha migrado para uma direita menos ligada ao ex-presidente e tem quem mantenha pautas conservadoras, mas troque de aliança.

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O caso mais direto é o de Soraya Thronicke. Eleita senadora pelo PSL em 2018, na onda de Bolsonaro, ela se afastou do grupo ao longo do mandato e ganhou visibilidade na CPI da Covid, fazendo críticas ao governo.

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Depois de concorrer à Presidência em 2022 pelo União Brasil, Soraya passou pelo Podemos e se filiou ao PSB, partido do vice Geraldo Alckmin. Para 2026, confirmou candidatura ao Senado em MS com apoio de Lula. Ela chamou de “recálculo de rota”.

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Luciano Bivar também ajuda a entender esse embaralhamento. Como presidente do PSL, comandava o partido que levou Bolsonaro à Presidência. Mas a briga entre os dois pelo controle da sigla explodiu em 2019 — e Bolsonaro saiu do partido.

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Após a fusão de PSL e DEM, Bivar presidiu o União Brasil. Agora, filiado ao MDB, foi escolhido como primeiro suplente de Humberto Costa, do PT, na disputa em Pernambuco. De gestor da sigla bolsonarista a aliado de chapa petista.

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No fim, alianças mudam — mas eleitor não deveria ser tratado como plateia de troca de uniforme. Em 2026, vale olhar menos para o rótulo do palanque e mais para voto, proposta e compromisso real com serviços públicos, democracia e direitos.

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