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Resumo em 10 segundos

O mercado brasileiro subiu forte após as eleições, mas o Bradesco BBI decidiu realizar parte dos ganhos. 📈🧭 Entenda o que mudou na leitura do banco.

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As ações brasileiras viveram um outubro de festa: o MSCI Brazil saltou cerca de 13% em dólar. Mas, quando a euforia ainda parecia dominar o pregão, o Bradesco BBI decidiu reduzir sua aposta no país. 📈🧵

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A recomendação saiu de overweight — exposição acima da média — para neutra. Não é uma previsão de queda inevitável: é uma decisão tática de realizar lucros depois de uma alta que, na visão do banco, correu à frente dos próximos gatilhos.

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O pano de fundo foi a reeleição de Lula. Embora o relatório não atribua diretamente a mudança ao resultado eleitoral, o mercado reagiu ao novo cenário — e o ETF EWZ, porta de entrada de investidores estrangeiros nas ações brasileiras, caiu na noite de domingo.

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Até aqui, o Brasil brilhou mais que seus pares: superou MSCI Emerging Markets, S&P 500 e Nasdaq em outubro. Só que o desconto que tornava a Bolsa tão atraente meses atrás encolheu rapidamente.

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Em junho, o MSCI Brazil negociava com desconto de cerca de 20% ante sua média histórica. Agora, está a 9,3 vezes o lucro esperado para 12 meses: apenas 7% abaixo da média próxima de 10 vezes.

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Traduzindo: a parte mais fácil da valorização — pagar barato por empresas brasileiras — pode ter ficado para trás. Daqui em diante, o mercado vai cobrar entrega: lucros corporativos, crédito funcionando e uma agenda econômica com previsibilidade.

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O roteiro para 2027 também pede cautela. O BBI projeta PIB crescendo 1,0%, após 1,7% em 2026, com possível alta do desemprego e crédito mais fraco. O consenso espera só 2% de avanço no lucro por ação das empresas.

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Há ainda a conta fiscal: a dívida bruta pode passar de 83,6% para 88,2% do PIB. Para a Bolsa voltar a encontrar fôlego, não bastará otimismo: investidores vão procurar resultados — e políticas que combinem responsabilidade nas contas com crescimento mais inclusivo.

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