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Resumo em 10 segundos

Após a queda brusca de julho, brasileiros voltaram a movimentar mais cripto no exterior. Mas a recuperação ainda está longe dos antigos picos. 📉➡️📈

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Brasileiros voltaram a aumentar a demanda por criptomoedas no exterior: foram US$ 842,7 milhões movimentados em setembro, alta de 20% contra agosto. 📈🧵

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A história começou com um tombo forte. Em junho, o volume estava perto de US$ 2,6 bilhões. Em julho, despencou para US$ 571,5 milhões — uma queda que redesenhou o mercado quase de uma vez.

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Agosto trouxe o primeiro sinal de reação: US$ 702,3 milhões. Setembro confirmou o segundo mês consecutivo de recuperação, chegando aos US$ 842,7 milhões.

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Mas é importante olhar o mapa inteiro: mesmo após subir 20%, setembro ficou 68% abaixo do nível visto antes da queda de julho. E foi 49% menor que os US$ 1,65 bilhão de setembro de 2025.

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Boa parte dessas operações envolve criptoativos com passivo correspondente — categoria do Banco Central que inclui stablecoins como USDT e USDC, emitidas por empresas e ligadas a uma obrigação de resgate.

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Para o BC, o recuo não foi apenas falta de apetite: refletiu uma reorganização do setor diante de regras mais rígidas, supervisão de conduta, exigências de capital e controles internos.

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As plataformas sentiram o impacto. A Binance restringiu serviços e ativos disponíveis; a Revolut suspendeu temporariamente a operação cripto. Bybit, OKX e Binance pediram autorização para seguir no Brasil.

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A recuperação sugere que a demanda não desapareceu — ela está se adaptando. O desafio agora é uma regulação que proteja usuários sem concentrar ainda mais o acesso a cripto nas mãos de poucas plataformas.

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