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Michelle Bolsonaro e Bia Kicis se juntam a Damares Alves no Senado pelo DF. O marco é histórico, mas abre um debate importante sobre quais mulheres e quais pautas chegam ao poder. 🧵

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O DF deve se tornar, em 2027, a primeira unidade da Federação com as 3 cadeiras do Senado ocupadas por mulheres: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis se juntam a Damares Alves. É um marco histórico — e cheio de nuances. 🧵

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As duas eleitas pelo PL tomam posse em fevereiro e passam a dividir a representação do DF com Damares, do Republicanos, cujo mandato vai até 2031. As três integram campos conservadores e têm trajetórias políticas bem alinhadas.

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A presença feminina foi parte assumida da campanha. Celina Leão, atual governadora do DF e aliada de Michelle e Bia, disse que queria duas mulheres no Senado. Na disputa, Leila do Vôlei e Erika Kokay também ficaram entre os nomes mais votados.

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Mas tem um contraste que chama atenção: enquanto o Senado do DF será 100% feminino, nenhuma mulher foi eleita para as 8 vagas do Distrito Federal na Câmara dos Deputados. Ou seja: o resultado do Senado é exceção, não retrato geral.

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E representação de gênero não quer dizer, automaticamente, defesa das mesmas agendas. Michelle costuma falar em uma política “feminina, não feminista”. Bia e Damares também são conhecidas por posições conservadoras em temas de costumes e direitos.

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Um exemplo: em 2023, Bia Kicis esteve entre 10 deputados que votaram contra o projeto de igualdade salarial entre mulheres e homens. Ela argumentou que a igualdade já constava na CLT e criticou as multas previstas no texto.

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Ter mais mulheres no poder importa, ponto. Mas a discussão também passa por quais políticas elas defendem: salário igual, combate à violência, creches, saúde e autonomia. O DF terá um marco numérico no Senado; o impacto real será medido nas decisões.

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