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Resumo em 10 segundos

Stephen Miran defende corte e aponta risco ao emprego — e a divergência no FOMC pode mexer com mercados globais 🔎🧵

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Stephen Miran, diretor do Fed indicado por Trump, afirmou que o nível apropriado dos juros nos EUA seria cerca de 2,0%–2,5% — e foi o único membro do FOMC que votou por um corte de 50 pontos-base na última reunião. O choque interno do comitê aparece claramente aqui 🧵

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Miran diz estar comprometido com a meta de inflação de 2%, mas alerta que manter política monetária tão restritiva traz riscos ao mandato de emprego do Fed. A mensagem: conter inflação à custa do mercado de trabalho tem um custo social real.

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O fato de ele ter pedido 50 pb já na primeira participação sinaliza pressão por afrouxamento mais rápido. Mercado: cortes maiores tendem a reduzir yields e estimular ativos de risco; porém, aumentam o risco de reversão inflacionária — um trade-off clássico.

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Essa divergência interna levanta perguntas de governança: decisões monetárias afetam desigualdade, emprego e acesso ao crédito. É saudável ter vozes distintas no FOMC, mas é preciso transparência sobre modelos e premissas que justificam cortes tão agressivos.

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Impacto global não é trivial. Juros mais baixos nos EUA podem enfraquecer o dólar, aliviar o serviço da dívida em países emergentes e mudar fluxos de capitais — ao mesmo tempo em que alimentam riscos de bolhas em mercados emergentes e ativos domésticos.

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Para investidores e gestores no Brasil: atenção ao dólar, aos yields do Tesouro americano e aos comunicados do FOMC. Um movimento em direção a 2% na Fed Funds pode pressionar o câmbio e influenciar decisões do BCB, além de reavaliar risco-país e alocação em renda variável.

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Reflexão final: reduzir juros para priorizar emprego faz sentido num contexto de desigualdade e desemprego, mas exige cuidado com inflação e estabilidade financeira. A pergunta que fica: o Fed conseguirá equilibrar esses mandatos sem gerar efeitos colaterais indesejados?

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