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💼 Com R$ 20 mil do cheque especial, nasceu a Wise Up. Três décadas depois, a Wiser reúne mais de 500 mil alunos e fatura R$ 610 milhões. 🧵

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💼 Flávio Augusto começou a Wise Up em 1995 com R$ 20 mil do cheque especial — crédito que, na época, cobrava juros de até 12% ao mês. Hoje, a Wiser atende mais de 500 mil alunos e registra faturamento de R$ 610 milhões. 🧵

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O plano inicial era atender profissionais que precisavam de inglês para avançar no mercado de trabalho. A proposta: curso acelerado de 18 meses, diferente dos formatos tradicionais mais longos.

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Um detalhe incomum: Flávio Augusto não falava inglês quando fundou a escola. Ele concentrou-se em vendas, estratégia e leitura de mercado; a parte pedagógica ficou sob responsabilidade de especialistas contratados.

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Após expandir para centenas de unidades, a Wise Up foi vendida em 2013 à Abril Educação por R$ 877 milhões. Em 2015, Flávio recomprou o negócio por cerca de R$ 390 milhões — menos da metade do valor da venda.

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A recompra veio com um passivo operacional: lucros em queda e inadimplência elevada, associada a mudanças no modelo de cobrança. Segundo a trajetória relatada, ele aportou US$ 16 milhões próprios e liderou três anos de reestruturação.

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A pandemia acelerou a virada digital. A orientação aos franqueados foi encerrar contratos de imóveis e migrar para o online: cerca de 100 escolas físicas fecharam, enquanto a base de alunos passou de 80 mil para 400 mil.

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O caso mostra como o digital pode ampliar o acesso à educação, mas também muda radicalmente a operação de franquias e o trabalho ligado às unidades presenciais. Escala exige modelo sustentável, qualidade acadêmica e gestão financeira rigorosa.

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Da aposta em crédito caro à transformação digital, a história da Wiser ilustra um ponto central do empreendedorismo: crescimento não elimina riscos — ele exige adaptação contínua, sobretudo em um mercado educacional cada vez mais competitivo.

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