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Resumo em 10 segundos

🤖 Cirurgias guiadas por robôs já vão de próteses a transplantes — e prometem menos dor e recuperação mais rápida.

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🤖 Das ondas do Taiti à mesa cirúrgica: nove meses após colocar uma prótese de quadril com auxílio robótico, Kelly Slater voltou a competir. Agora, robôs teleguiados ganham escala em hospitais privados e também no SUS. 🧵

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A cena parece futurista, mas o comando continua humano: o cirurgião se senta diante de um console, usa controles semelhantes a joysticks e move quatro braços robóticos. A visão é 3D, ampliada em até 15 vezes.

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O objetivo não é “substituir” médicos. É transformar movimentos delicados em gestos ainda mais precisos, inclusive em operações cardíacas, oncológicas, urológicas, ginecológicas e transplantes.

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O possível ganho aparece depois da cirurgia: incisões menores podem significar menos dor, menor perda de sangue e retorno mais rápido à rotina. No caso de Slater, ele caminhou horas após o procedimento e recuperou mobilidade em 15 dias.

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A nova geração, Da Vinci 5, ainda em fase de aprovação pela Anvisa, acrescenta potência computacional e IA. Ela pode gravar e analisar etapas da operação — e até alertar quando há força excessiva sobre os tecidos.

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Mas há um obstáculo enorme: cada sistema custa milhões de dólares. O Brasil tem cerca de 180 robôs Da Vinci; 40 estão em unidades públicas ou filantrópicas. Inovação só vira avanço coletivo quando formação, financiamento e acesso acompanham a máquina.

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