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Resumo em 10 segundos

♻️ Uma nova data pode transformar a lógica do “usar e jogar fora” no Brasil — conectando sustentabilidade, inovação e oportunidades de negócio.

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O Senado aprovou a criação da Semana Nacional de Economia Circular ♻️🧵 A proposta quer levar o Brasil além da reciclagem: a ideia é fazer produtos, materiais e recursos durarem mais — por meio de reparo, reuso, renovação e compartilhamento.

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A data será celebrada todos os anos na semana de 27 de junho. Não foi escolhida ao acaso: ela remete ao decreto de 2024 que criou a Estratégia Nacional de Economia Circular, conectando a agenda anual a uma política já existente.

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Na prática, a semana prevê palestras, feiras, exposições, oficinas, mutirões e até maratonas de reparo. É o tipo de iniciativa que aproxima empresas, poder público e consumidores de uma pergunta simples: por que descartar algo que ainda pode ter valor?

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Para os negócios, circularidade pode significar novos mercados: manutenção, peças de reposição, logística reversa, remanufatura e design pensado para durar. Em vez de vender apenas um item novo, empresas podem criar serviços ao redor de sua vida útil.

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O desafio é grande. Segundo o relator, senador Fabiano Contarato, o consumo mundial de materiais triplicou desde os anos 1970. Esse ritmo pressiona o clima, a biodiversidade e também os custos de produção das próprias cadeias empresariais.

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A proposta também fala em regeneração da natureza e design circular — produtos planejados desde o início para serem consertados, desmontados e reaproveitados. Isso exige inovação, mas também regras claras e infraestrutura para coleta e reuso funcionarem.

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Se não houver recurso para votação no Plenário, o PL 1681/2026 seguirá adiante. A Semana Nacional, sozinha, não muda o modelo econômico. Mas pode ajudar a tornar visível uma mudança essencial: valor não termina quando um produto sai das mãos de quem o comprou.

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