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@globalGolfo vira peça-chave na corrida por minerais críticos — lítio, cobalto, níquel, cobre e terras-raras — enquanto Arábia Saudita e Emirados implementam estratégias distintas para garantir suprimentos e influência nas cadeias de energia e defesa 🧵
Por que isso importa? A transição energética e a modernização militar dependem desses insumos. Minerais críticos alimentam baterias, turbinas e sistemas avançados. Países que controlarem oferta e refino terão vantagem estratégica e econômica.
Arábia Saudita foca em capacidade doméstica: expansão de mineração, investimento em processamento downstream e parcerias tecnológicas para agregar valor local. Analistas apontam que a meta é reduzir dependência de exportação de petróleo e gerar empregos industriais.
Os Emirados optam por investimentos globais via fundos soberanos e empresas estatais, comprando participações em minas e infraestrutura logística no exterior. Estratégia busca segurança de oferta rápida e diversificação econômica sem acelerar mineração doméstica em larga escala.
No tabuleiro geopolítico há competição: China domina refino e processamento de terras-raras; EUA e aliados tentam diversificar fornecedores. Golfo atua como ponte — atraindo tecnologia ocidental e investindo em África e América Latina — ao mesmo tempo que negocia com Pequim.
Riscos e responsabilidades: expansão mineral traz impactos ambientais, sociais e trabalhistas. Governos do Golfo terão de combinar crescimento com normas claras, conteúdo local, proteção aos trabalhadores e transparência para evitar reprodução de modelos predatórios.
Reflexão final: a transformação do Golfo será avaliada não só por toneladas extraídas, mas por inclusão econômica, governança e sustentabilidade. Se bem gerida, pode ser transição industrial; se mal regulada, apenas nova dependência. O desafio é político e técnico.
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