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Há sete décadas, um instituto brasileiro ajuda a diagnosticar milhões de pessoas — e agora prepara ciência para a transição energética. ⚛️🇧🇷

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O IPEN completa 70 anos em 2026 com uma história que vai do primeiro reator nuclear de pesquisa do Brasil a um novo alvo estratégico: as terras raras. No meio do caminho, ajudou a transformar diagnósticos médicos para milhões de pessoas. ⚛️🧵

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A história começou em 1956. Ligado à USP e à CNEN, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares nasceu quando o país ainda construía sua capacidade científica em áreas complexas — da energia à saúde.

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Hoje, uma parte essencial dessa história acontece longe dos reatores e perto dos hospitais: o IPEN responde por cerca de 85% da demanda nacional de radiofármacos, substâncias usadas em exames e tratamentos de medicina nuclear.

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Segundo a diretora-superintendente Isolda Costa, essa produção viabiliza entre 2 milhões e 3 milhões de atendimentos. É ciência de alta precisão chegando à rotina de pacientes que dependem de diagnóstico e acompanhamento rápidos.

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Ao longo das décadas, o instituto também participou do ciclo do combustível nuclear com a Marinha e desenvolveu tecnologias para reatores, irradiação de materiais e aplicações industriais e ambientais. Conhecimento acumulado, geração após geração.

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Agora, o roteiro ganha novos capítulos: hidrogênio e amônia verdes, segurança nuclear, cibernética, estudos sobre microplásticos nos oceanos — e a separação e purificação de terras raras, pesquisada pelo IPEN desde os anos 1960.

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Terras raras são ingredientes discretos, mas decisivos, em tecnologias como ímãs avançados, eletrônicos e equipamentos de energia limpa. Dominar seu processamento pode reduzir dependências externas e ampliar a capacidade industrial brasileira.

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Setenta anos depois, a lição do IPEN é simples: infraestrutura científica não surge de uma hora para outra. Ela se constrói com pesquisa contínua — e pode fazer a diferença entre apenas usar tecnologias do futuro ou também saber criá-las.

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