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Resumo em 10 segundos

O Ministério da Saúde muda o financiamento do cuidado renal no SUS. A promessa é encurtar caminhos — mas como isso chegará a quem mais precisa? 🩺🧵

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O SUS vai pagar até 360% mais por cuidados em doença renal crônica. 🩺🧵 A meta é evitar que pacientes cheguem tarde demais à hemodiálise. Mas aumentar o valor resolve, por si só, a demora entre consulta, exame e tratamento?

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A mudança cria as Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs): em vez de serviços soltos, o paciente recebe um pacote conforme o estágio da doença. Consultas, exames, equipe multiprofissional e procedimentos no mesmo percurso. Por que isso não era a regra antes?

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Um exemplo revela o tamanho da revisão: a preparação para hemodiálise sobe de R$ 940,22 para R$ 3.000,63. É um salto necessário para um cuidado adequado ou um retrato de quanto esse preparo vinha sendo subfinanciado?

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A doença renal crônica muitas vezes avança sem sintomas claros. Quando diagnóstico, exames e retorno demoram, a prevenção perde espaço — e a urgência vira rotina. Quantas pessoas descobrem o problema apenas quando os rins já estão muito comprometidos?

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A proposta tenta combater a “peregrinação” pela rede: ir a um serviço para consulta, a outro para exame e depois esperar nova avaliação. Integrar etapas pode salvar tempo clínico. Mas haverá especialistas, laboratórios e vagas suficientes em todas as regiões?

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Também foi atualizado o protocolo para anemia na doença renal crônica, com inclusão de carboximaltose férrica e derisomaltose férrica no SUS. Novas opções terapêuticas ampliam escolhas — desde que cheguem de fato à ponta.

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A estimativa para 2026 é de cerca de R$ 3,5 milhões de impacto com a atualização para anemia. O debate central é maior: cuidar cedo e de forma contínua custa menos, humana e financeiramente, do que tratar complicações evitáveis?

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A portaria foi assinada no Congresso Brasileiro de Nefrologia, em Belo Horizonte. O teste real começa agora: transformar tabelas e protocolos em atendimento sem filas intermináveis. Para quem vive com doença renal, tempo não é detalhe — é tratamento.

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