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Resumo em 10 segundos

Ala psiquiátrica da Penitenciária Feminina do DF segue aberta apesar de determinação do CNJ — uma trama de direitos, falhas institucionais e espera 🕊️

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Ala psiquiátrica da Colmeia segue funcionando 2 anos após proibição do CNJ 🧵🚨 — enquanto a decisão pedia desativação e transferência para a rede de saúde, mulheres custodiadas ainda aguardam saída e cuidados fora do cárcere. Vou contar como chegamos até aqui.

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Há dois anos o CNJ determinou a política antimanicomial: reduzir internações em unidades prisionais e garantir atenção em serviços de saúde mental. A ordem era clara; a execução, nem tanto. A desativação da ATP não ocorreu como previsto. O que falhou na ponte entre justiça e saúde?

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Na narrativa cotidiana, aparecem insumos escassos, leitos comunitários insuficientes e procedimentos administrativos travados. Mulheres que deveriam ser desinternadas continuam sob custódia, num espaço pensado para segurança, não para reabilitação — um choque entre direito e realidade.

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A responsabilidade é múltipla: Tribunal, Secretaria de Saúde do DF, sistema prisional e redes locais. A trama burocrática revela uma fragilidade do planejamento público — e uma lição sobre por que políticas de saúde mental precisam de financiamento, articulação e foco na inclusão social.

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Há histórias pessoais no centro disso: trajetórias interrompidas, famílias à espera, profissionais sobrecarregados. A política antimanicomial não é só norma jurídica — é mudança de modelo de cuidado que exige rede, capacitação e respeito aos direitos das mulheres privadas de liberdade.

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Dois anos é tempo demais para adiar direitos básicos. A saída passa pela articulação entre justiça e saúde, por metas claras de desinternação e pela priorização da atenção comunitária. Fica a pergunta: até quando esperamos para transformar decisão em prática concreta?

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