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🥖 J.Macêdo, dona de Dona Benta e Petybon, prevê investir ainda mais nos próximos cinco anos, mesmo sob pressão do trigo importado e dos custos.

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A J.Macêdo, dona de Dona Benta e Petybon, prepara um novo ciclo de investimentos que pode superar os R$ 800 milhões aplicados nos últimos cinco anos. O foco é ampliar produtos de maior valor agregado, mesmo com 2026 mais pressionado para o setor. 🥖🧵

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A companhia é a 3ª maior processadora de trigo do Brasil. Em 2025, registrou receita bruta de R$ 3,76 bilhões, alta de quase 5% ante o ano anterior — base relevante para sustentar os próximos aportes.

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O ambiente, porém, ficou mais difícil. A produção brasileira de trigo caiu mais de 30%, elevando a necessidade de importações. Segundo o AgFeed, 2026 caminha para a maior importação do cereal em 30 anos.

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De abril a junho de 2026, a receita da J.Macêdo recuou 3,7% e o lucro líquido caiu 55,3%. Para o ano, a empresa projeta maior volume de moagem, mas avanço de receita de no máximo 2%.

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A pressão vem de várias frentes: trigo mais volátil por fatores geopolíticos, fretes mais caros e embalagens em alta. A empresa cita que a guerra no Irã elevou o custo das resinas petroquímicas, deixando embalagens 50% mais caras.

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Outro fator citado pela gestão é a adaptação à nova escala de trabalho, com impacto permanente nos custos operacionais. O desafio será absorver essas despesas sem comprometer margens nem transferir integralmente a pressão para o consumidor.

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A aposta em valor agregado indica uma tentativa de reduzir a dependência da farinha básica, mercado mais exposto a commodities. Em uma cadeia concentrada e sensível ao clima, investir em diferenciação pode ser decisivo para proteger resultados.

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