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Resumo em 10 segundos

CFM e ABP lançam, no Setembro Amarelo, um alerta necessário: quem cuida de todos também pode precisar de ajuda. 💛

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“Doutor(a), você também merece cuidado.” 💛 É com essa frase que CFM e ABP lançaram uma cartilha sobre saúde mental dos médicos no Setembro Amarelo — e desafiaram um velho mito: o de que quem salva vidas não pode demonstrar fragilidade. 🧵

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A história começa em corredores de hospital, consultórios e plantões que atravessam a madrugada. Para muita gente, o médico é a pessoa que aguenta tudo. Mas, por trás do jaleco, há cansaço, medo, luto, pressão e uma vida que também pede pausa.

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A cartilha é direta: doença mental não é falta de fé, de força de vontade ou de vocação. Não é falha moral. É uma questão de saúde — e precisa de cuidado, escuta qualificada e tratamento quando necessário.

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Os números ajudam a entender a urgência. A OMS estima mais de 720 mil mortes por suicídio por ano no mundo. No Brasil, são quase 15 mil registros anuais, uma média de 38 mortes por dia.

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Entre médicos, uma pesquisa nacional com 4.148 participantes encontrou que quase 1 em cada 3 relatou ideação suicida em algum momento da vida. Exaustão emocional e frustração no trabalho apareceram associadas a esse sofrimento.

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Não acontece no vazio: jornadas longas, plantões noturnos, pouco sono, vários vínculos, contato diário com dor e morte, medo de errar e dificuldade de conciliar vida pessoal e trabalho podem ampliar a vulnerabilidade.

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Por isso, a resposta não pode recair só sobre o indivíduo. Hospitais, universidades, residências, clínicas e gestores precisam prevenir burnout, enfrentar assédio, reduzir estigmas e facilitar o acesso confidencial ao cuidado especializado.

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Cuidar da saúde mental de médicos não diminui a medicina — torna o cuidado mais humano e seguro para todos. Ninguém deveria precisar chegar ao limite para ter permissão de pedir ajuda.

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E aí, o que você achou?

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