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Resumo em 10 segundos

🌍 No seminário da UnB, Mercedes Bustamante e Eva Potiguara provocam: combater a crise climática exige dados, saberes tradicionais e uma mudança profunda no nosso modo de viver.

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A crise climática será resolvida apenas com mais tecnologia e relatórios? 🌍🧵 Na UnB, Mercedes Bustamante e Eva Potiguara defendem que ciência e saberes tradicionais precisam caminhar juntos — antes que o espaço para reagir desapareça.

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A imagem apresentada por Bustamante é incômoda: uma pessoa pinta tudo ao redor de vermelho até ficar encurralada. Não é uma boa metáfora para a humanidade, que reduz suas próprias opções enquanto aquece o planeta?

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Os dados científicos mostram o aumento dos gases de efeito estufa e da temperatura global. Mas uma pergunta fica: por que reconhecer evidências há décadas ainda não produziu a velocidade de mudança necessária?

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Para Eva Potiguara, a resposta também passa por “confluências”: relações menos predatórias com a terra, a água e os demais seres vivos. O que perdemos quando tratamos a natureza só como recurso estratégico?

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Não se trata de opor laboratório e território. Conhecimentos indígenas, comunidades locais e pesquisa acadêmica podem ampliar as soluções — desde que haja escuta real, respeito e reconhecimento de quem protege ecossistemas há gerações.

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A crise tem ainda um relógio moral: decisões tomadas hoje deixam impactos por décadas ou séculos. Quem pagará a maior conta de escolhas que não fez — jovens, populações vulnerabilizadas e as próximas gerações?

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O debate do Seminário Espírito do Tempo aponta uma conclusão desconfortável: a transição ecológica não é só trocar fontes de energia. Estamos dispostos a transformar os modos de vida que nos trouxeram até esta margem tão estreita?

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