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🦠 Enquanto o Ebola avança na RDC e uma mina deixa mais de 100 mortos na RCA, o papa Leo XIV pediu ação internacional — com as comunidades no centro da resposta.

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O papa Leo XIV fez um apelo pela República Democrática do Congo: o surto de Ebola já matou mais de 2.500 pessoas. E, para conter uma epidemia, não bastam palavras — é preciso chegar a quem vive no epicentro. 🦠🧵

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Durante o Angelus de domingo, ele lembrou que a doença continua avançando na RDC e pediu uma resposta internacional que envolva as comunidades locais na prevenção. A mensagem é simples: escutar o território também salva vidas.

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O cenário é duro: são mais de 5.300 casos confirmados da cepa Bundibugyo. Até agora, não há tratamento ou vacina aprovados especificamente para essa variante do vírus Ebola.

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A OMS declarou a epidemia em maio de 2026, após registros na RDC e em Uganda. O país recebeu mais de 16 mil doses da vacina Ervebo, eficaz contra outras cepas — um recurso importante, mas que não elimina a urgência por vigilância e cuidados.

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Há ainda uma barreira que remédios não resolvem sozinhos: o conflito armado. Grupos armados controlam cidades onde o surto se concentra, dificultando a circulação de equipes de saúde, informações e ajuda humanitária.

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No mesmo apelo, o papa recordou outra dor na região: mais de 100 pessoas morreram em 18 de agosto, após um deslizamento atingir uma mina de ouro a céu aberto em Zamboyé, na República Centro-Africana.

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A mina, segundo o governo, já estava fechada. O desastre expõe uma pergunta que permanece depois do luto: quem protege trabalhadores e comunidades quando a busca por riqueza avança sem segurança, fiscalização e alternativas dignas?

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