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Resumo em 10 segundos

Majid Adineh foi executado após protestos de janeiro. Mas como confiar em sentenças cercadas por denúncias de tortura e julgamentos sem defesa plena? ⚖️

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O Irã executou Majid Adineh, detido nos protestos de janeiro, após a Suprema Corte manter sua pena de morte. ⚖️🧵 A questão é inevitável: quando acusações de “segurança nacional” levam à forca, onde termina a Justiça e começa o silenciamento político?

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Segundo o Judiciário iraniano, Adineh teria agido em favor de Israel, dos EUA e de grupos hostis. Ele também foi acusado de incêndio deliberado, propaganda contra a República Islâmica e posse ilegal de armas. Mas alegação oficial é prova suficiente para tirar uma vida?

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Organizações de direitos humanos alertam há anos: termos vagos como “inimizade contra Deus”, espionagem e ameaça à segurança nacional podem ser usados para enquadrar manifestantes e dissidentes como inimigos do Estado. Quem fiscaliza esse poder?

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A ONU aponta que ao menos 56 presos políticos foram executados desde 19 de março — 27 ligados aos protestos de janeiro. Mais de 100 pessoas enfrentariam risco de execução. É resposta à violência ou uma mensagem de medo para toda a sociedade?

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O alto comissário da ONU, Volker Türk, classificou como “profundamente preocupante” a falta de garantias de julgamento justo. Há relatos de confissões obtidas sob tortura e casos em que apenas semanas separaram prisão e execução. Que devido processo existe sob essa pressão?

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Adineh foi o segundo detido dos protestos de janeiro executado em uma semana, após Shahram Sadeghi. Quando tribunais aceleram penas irreversíveis e a defesa é limitada, a pena de morte deixa de ser justiça: vira um risco permanente de erro e abuso de poder.

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