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Resumo em 10 segundos

🌦️ Um El Niño forte pode pressionar hortaliças e carnes e levar o impacto ao bolso em até seis meses. 🧵

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El Niño pode encarecer alimentos in natura em até 19,9% no Brasil, segundo estudo do Rabobank. Hortaliças e carnes devem reagir primeiro aos choques climáticos, e o pico dos preços pode vir em até seis meses. 🌦️🧵

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O cenário mais severo projetado pelo banco prevê alta de 19,9% para alimentos in natura e de 6,32% na alimentação consumida em casa. Em um El Niño moderado, as estimativas são de 13,4% e 2%, respectivamente.

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A explicação passa pela velocidade da oferta. Hortaliças têm ciclos curtos: seca, chuva excessiva ou perda de produtividade afetam rapidamente a colheita e a quantidade disponível nos mercados.

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Carnes também podem sentir o efeito via custo de produção. Milho, usado na ração animal, está entre as culturas expostas às alterações climáticas. Café, feijão e a pecuária aparecem entre os setores monitorados pelo estudo.

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Já arroz, feijão e outros semi-elaborados tendem a subir de forma mais gradual, pelo encarecimento dos insumos. Nos industrializados, processamento, embalagem, frete e comércio diluem — mas não eliminam — a pressão climática.

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O modelo do Rabobank cruzou o Índice Oceânico Niño, que mede a intensidade do fenômeno no Pacífico, com o histórico da inflação de alimentos no Brasil. A probabilidade de um evento forte chega a 80% no fim do ano.

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Porto Alegre, Curitiba e São Paulo lideram as projeções de altas mais rápidas, por fatores de consumo e produção de alimentos frescos. Em contrapartida, chuvas associadas ao El Niño podem favorecer cultivos de inverno no Sul.

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Clima virou uma variável central do orçamento doméstico e do planejamento das empresas. Quando a oferta de comida é afetada, o impacto chega primeiro e com mais força às famílias que já comprometem maior parte da renda com alimentação.

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