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Resumo em 10 segundos

Vídeos que simulavam entrevistas de rua com eleitores artificiais circularam antes da propaganda oficial. 📱🤖

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Eleitores criados por IA fizeram campanha no TikTok e acumularam 7,4 milhões de visualizações. 🤖📱 Um levantamento do Aos Fatos identificou 50 vídeos que simulavam entrevistas de rua sobre Lula e Flávio Bolsonaro. 🧵

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Os vídeos imitavam o formato “povo fala”: uma repórter pergunta em quem a pessoa vai votar, e personagens respondem com elogios ou críticas a candidatos. O detalhe central: nem entrevistadora nem eleitores eram reais.

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Nas peças favoráveis a Lula, os avatares citavam políticas sociais, oportunidades e melhora de vida. Nas favoráveis a Flávio Bolsonaro, falavam em renovação política, segurança, combate à corrupção e à criminalidade.

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Segundo o levantamento, 18% dos conteúdos não traziam qualquer aviso de que as pessoas retratadas eram geradas por inteligência artificial. Isso contraria as regras do TikTok para mídia manipulada e conteúdo sintético.

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A legislação eleitoral proíbe o uso de personagens fictícios gerados por IA na propaganda. O desafio é atribuir responsabilidade quando os vídeos vêm de perfis de terceiros, sem vínculo aparente com campanhas ou candidatos.

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O TikTok informou em 21 de agosto que removeu todos os vídeos apontados pelo Aos Fatos por violarem suas diretrizes. O caso mostra como rótulos claros, fiscalização e letramento digital são decisivos para proteger a escolha do eleitor.

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