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Resumo em 10 segundos

Eletrobras investe R$ 90 milhões em projeto de mineração na Bahia que junta energia renovável e inovação — oportunidade ou risco? ⚡️🪙

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Eletrobras entra no mercado de criptomineração na Bahia com aporte de R$ 90 milhões 🪙⚡️🧵 Neste fio: por que uma estatal está financiando mining, qual o papel da matriz renovável e que perguntas críticas devemos fazer.

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O episódio 141 do 'Infra em 1 Minuto' (Poder360 + CBIE) trouxe a análise de Pedro Rodrigues: o projeto é um laboratório para medir consumo e testar modelos de eficiência em máquinas de alta performance. Importante: não é só mineração, é teste para escalabilidade.

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R$ 90 milhões é só o começo. O terreno será preparado pensando em data centers de IA, que podem exigir até 50x mais capital por MW. Ou seja: a aposta é estratégica — um ponto de entrada para infraestrutura digital de grande escala.

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Vantagem brasileira: matriz majoritariamente renovável. Mas atenção crítica: mineração continua intensiva em energia e gera e-waste. O projeto precisa de métricas claras (emissões, consumo por hash, reciclagem) e auditorias independentes.

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Impacto social e benefícios locais não podem ser afterthoughts. Se for bem desenhado, pode trazer empregos, capacitação técnica e acesso a infraestrutura. Se não, corre o risco de concentrar ganhos e externalizar custos ambientais e sociais.

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Há também uma questão de competição e governança: uma estatal entrando forte em cripto pode influenciar mercado, investidores e políticas. Transparência, regras claras e diálogo com reguladores e comunidades locais são essenciais.

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Reflexão final — o passo da Eletrobras pode virar referência para uma mineração mais responsável, ou ser mais um capítulo de concentração em infraestrutura digital. A diferença vai estar nos indicadores públicos, participação local e fiscalização. Fique de olho.

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