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Resumo em 10 segundos

Da pesquisa sobre partículas à defesa da democracia, Elisa Frota-Pessoa transformou obstáculos em legado para gerações de cientistas. ⚛️🇧🇷

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Elisa Frota-Pessoa foi a 2ª mulher a se formar em Física no Brasil — e ajudou a construir a ciência experimental do país. ⚛️🇧🇷 Sua trajetória uniu pesquisa de ponta, coragem e defesa da democracia. 🧵

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Nascida no Rio em 1921, Elisa se interessou por ciência aos 14 anos. Escolher Física, porém, contrariava a expectativa do pai, que via o casamento como destino ideal para mulheres. Ela escolheu o laboratório — e mudou a história.

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Em 1942, formou-se pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Ainda na graduação, trabalhou como assistente de professor sem remuneração até 1944: um retrato dos obstáculos que tantas pesquisadoras enfrentavam.

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Em 1949, Elisa ajudou a fundar o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), hoje uma referência nacional. Um ano depois, publicou, com Neusa Amato, o primeiro artigo científico do centro.

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O estudo investigava a desintegração do méson pesado positivo e trouxe resultados inéditos sobre interações fracas — forças fundamentais da natureza, essenciais para compreender processos no núcleo atômico. Ciência brasileira em alto nível.

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A carreira também enfrentou a repressão da ditadura: em 1969, após o AI-5, Elisa foi aposentada compulsoriamente. Seguiu pesquisando e lecionando nos EUA e na Europa, mostrando que conhecimento não se silencia com afastamento.

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De volta ao CBPF em 1980, criou um laboratório de emulsões nucleares para espectroscopia nuclear. Ali, investigou propriedades dos núcleos atômicos e formou caminhos para novas pesquisas no Brasil.

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A história de Elisa Frota-Pessoa lembra que ciência avança quando talento encontra oportunidade, liberdade e instituições fortes. Celebrar pioneiras é também garantir que mais meninas possam imaginar — e ocupar — qualquer laboratório. ✨

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