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Resumo em 10 segundos

A virada do ano deixará de coincidir com a transmissão de poder no Planalto. Entenda por que as posses passam para 5 e 6 de janeiro 🗓️

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Em 2027, o Brasil começa o ano com um novo roteiro político: presidente e vice tomarão posse em 5 de janeiro. No dia seguinte, será a vez de governadores e vices. A mudança encerra uma tradição que ocupava o próprio Ano-Novo. 🇧🇷🧵

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Durante décadas, a posse presidencial acontecia em 1º de janeiro — no meio da virada, das férias e de uma logística complicada para delegações, equipes públicas e chefes de Estado estrangeiros.

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A cena se repetia: enquanto o país ainda celebrava a chegada do ano, Brasília precisava organizar uma das cerimônias mais importantes da democracia. Governadores também enfrentavam o dilema de assumir seus estados e participar da posse presidencial.

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A resposta veio em 2021, com a EC 111: a posse presidencial foi transferida para 5 de janeiro, e a dos governos estaduais e do DF para 6. A regra passa a valer pela primeira vez para os eleitos de 2026.

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Não é só uma troca de datas. Separar as cerimônias dá mais previsibilidade à transição, facilita a coordenação entre os entes federativos e amplia as condições para que a posse tenha participação institucional mais organizada.

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A emenda também trouxe mudanças na legislação partidária e incentivos a candidaturas de mulheres e pessoas negras — um lembrete de que regras eleitorais podem ajudar a tornar a representação pública mais próxima da diversidade do país.

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O Congresso mantém seu próprio calendário: deputados e senadores tomam posse em 1º de fevereiro. Depois, o Senado escolhe sua Mesa Diretora, que comandará os trabalhos pelos dois anos seguintes.

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Em janeiro de 2027, cada dia terá seu papel: dia 5, Planalto; dia 6, estados e DF. Ajustar o rito pode parecer detalhe, mas também é uma forma de cuidar da transição democrática — para que ela ocorra com menos improviso e mais presença.

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