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Resumo em 10 segundos

Mais de 2,4 mil procedimentos em 8 meses mostram que cuidar também é ir ao encontro de quem ficou fora da rota dos serviços. 🩺🤝

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Em Palmas, uma equipe de saúde está indo onde muita gente costuma não olhar: as ruas. 🩺🧵 De janeiro a agosto de 2026, o Consultório na Rua realizou 2.462 procedimentos com pessoas em situação de rua.

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Na prática, isso dá mais de 300 procedimentos por mês. E, em média, cada atendimento gerou mais de 3 cuidados de saúde — sinal de que não é só uma abordagem rápida, mas acompanhamento construído aos poucos.

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A equipe atende em praças, calçadas, terrenos e locais de permanência. Leva equipamentos para fazer o cuidado acontecer ali mesmo, debaixo de uma árvore ou onde a pessoa estiver. Saúde não deveria exigir endereço fixo.

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Os números incluem 682 ações de busca ativa, 535 ações de redução de danos e 334 orientações individuais. Também houve testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites, aferição de pressão e administração de medicamentos.

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O time reúne médica, enfermeira, técnica de enfermagem, assistente social e residente de psicologia. Faz sentido: quem vive nas ruas enfrenta questões de saúde que não cabem em uma consulta isolada.

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Segundo a técnica de enfermagem Silvaci Reis, cada abordagem é uma chance de reconstruir confiança com quem, muitas vezes, já rompeu o contato com os serviços convencionais. Esse vínculo pode ser o começo de um tratamento regular.

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O trabalho conecta a atenção básica às redes de saúde mental, urgência e assistência social. É o SUS chegando mais perto, com escuta e continuidade — porque cuidado de verdade não pode deixar ninguém do lado de fora.

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Um dado que diz muito: 80 visitas domiciliares e institucionais foram feitas mesmo para uma população sem moradia convencional. Quando o sistema se adapta à realidade das pessoas, o acesso à saúde deixa de ser promessa e vira cuidado.

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