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Resumo em 10 segundos

💡 “Inovação” está no discurso de 56% das grandes empresas brasileiras. Na cultura real, porém, ela domina em apenas 7,7%. Entenda o abismo.

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💡 Empresas brasileiras adoram dizer que inovam — mas só 7,7% têm uma cultura realmente inovativa. O dado vem de uma análise de 500 das maiores companhias do país. Por que o discurso não está virando prática? 🧵

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A pesquisa DNA Cultural Brasileiro 2026, da Santo Caos, examinou 2.515 declarações de valores corporativos. Em 56% das empresas, “inovação” aparece como valor institucional. Ou seja: está no site, nas apresentações e nos murais.

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Mas valor declarado não é cultura. Cultura é o que acontece quando uma ideia nova falha, quando alguém pede orçamento para testar algo ou quando uma decisão precisa ser tomada sem passar por dez níveis hierárquicos.

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O levantamento usou o modelo OCAI, que identifica o perfil cultural predominante das organizações. Só 7,7% apresentaram uma cultura inovativa dominante — aquela que prioriza experimentação, adaptação e abertura a novas soluções.

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Na prática, a incoerência aparece assim: a empresa pede criatividade, mas pune erros; fala em transformação, mas não libera verba; defende agilidade, mas concentra decisões no topo. Esse sistema ensina as pessoas a não correr riscos.

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Inovar não é exigir que profissionais “tenham boas ideias” sob pressão. É criar condições: tempo, recursos, segurança para testar, equipes diversas e metas que não premiem apenas quem mantém tudo exatamente como sempre foi.

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A lição é simples: inovação não se mede pela quantidade de vezes que a palavra aparece nos valores da empresa. Ela aparece nas escolhas cotidianas — no orçamento, na liderança e na liberdade real para experimentar.

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