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Resumo em 10 segundos

Não é só investimento: empresas brasileiras estão usando stablecoins como infraestrutura para operar no exterior. 💵⛓️

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Empresas brasileiras movimentaram R$ 27,7 bilhões em stablecoins em 12 meses na Brasil Bitcoin — 97,3% de todo o volume da plataforma. 💵⛓️ Isso mostra que cripto vai além da especulação: virou ferramenta operacional. 🧵

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Primeiro, o básico: stablecoin é uma criptomoeda projetada para acompanhar o valor de um ativo, geralmente o dólar. Assim, uma stablecoin de dólar busca valer perto de US$ 1, reduzindo a volatilidade típica de moedas como Bitcoin.

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Por que isso interessa a uma empresa? Para fazer pagamentos internacionais, enviar recursos entre países e administrar a exposição ao câmbio. Em vez de “apostar em cripto”, ela pode usar a blockchain como trilho financeiro.

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É como separar duas coisas: 1) comprar um ativo esperando valorização; 2) usar uma tecnologia para liquidar uma operação. No segundo caso, a stablecoin funciona mais como meio de transferência e liquidação do que como investimento.

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O movimento também muda o papel das exchanges. Elas passam a oferecer remessas, pagamentos, custódia institucional, mesas OTC — negociações diretas de grandes volumes — e integrações via API com os sistemas das empresas.

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A escala global ajuda a explicar a tendência: estudo da McKinsey com a Artemis Analytics estimou US$ 390 bilhões em pagamentos via stablecoins em 2025. O segmento entre empresas, o B2B, respondeu por US$ 226 bilhões, cerca de 60% do total.

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Mas infraestrutura financeira exige responsabilidade: transparência sobre reservas, proteção contra fraudes, regras claras e gestão de riscos são essenciais. Se bem reguladas, stablecoins podem ampliar eficiência sem transferir riscos desproporcionais para empresas e clientes.

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