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📮 A operação proposta por quatro bancos inclui garantia da União, juros atrelados ao CDI e cláusulas para proteger credores diante de mudanças no controle da estatal. 🧵

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📮 Os Correios negociam um empréstimo de R$ 7 bilhões com um sindicato de quatro bancos. O contrato prevê quitação antecipada se a estatal for privatizada ou se a União não fizer um aporte de R$ 6 bilhões até o fim de 2027. 🧵

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A proposta foi enviada ao Ministério da Fazenda para análise da capacidade de pagamento da empresa. O governo federal deve atuar como avalista, oferecendo garantia da União para viabilizar o financiamento.

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O crédito foi proposto por Citibank, JP Morgan, Deutsche Bank e Banco ABC Brasil. Segundo documentos obtidos pelo O GLOBO, o grupo foi considerado pelos Correios a alternativa “mais vantajosa” entre as avaliadas.

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As condições indicadas incluem custo efetivo de 114,26% do CDI, prazo de 15 anos e carência de 36 meses para começar a amortizar principal e pagar juros. O CDI é uma referência próxima à taxa Selic.

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A cláusula de vencimento antecipado também seria acionada se os Correios perderem o monopólio postal previsto em lei. Na prática, os bancos buscam reduzir riscos de mudanças regulatórias, societárias ou políticas.

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O empréstimo integra o plano de reestruturação da estatal, que encerrou o primeiro semestre com prejuízo de R$ 5,6 bilhões. A nota técnica dos Correios, de julho, afirma que os parâmetros seguem critérios do Tesouro para garantias da União.

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A operação coloca em debate o equilíbrio entre preservar um serviço postal nacional, recuperar a saúde financeira da empresa e dar transparência ao uso de garantias públicas. O ponto central agora é saber se a reestruturação será suficiente para evitar novos aportes.

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