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🩺 O exame que pode se tornar obrigatório para exercer a Medicina ganha um novo desenho — e o CFM terá mais peso na etapa decisiva.

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O caminho entre a faculdade e o jaleco profissional pode ganhar uma nova porta de saída: o Enamed. 🩺🧵 No novo modelo, o exame será obrigatório para quem quiser exercer a Medicina — e o CFM terá mais influência na etapa final.

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A mudança divide o exame em momentos diferentes da graduação. No 2º e no 4º anos, MEC e Ministério da Saúde terão maior peso para definir as diretrizes das provas. A ideia é acompanhar a formação antes do último passo.

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No fim da trajetória, porém, o Conselho Federal de Medicina passará a ter mais protagonismo na definição dos parâmetros da etapa final — justamente a que pode determinar se o formado está apto a atuar como médico.

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A história por trás disso é maior que uma prova: o Brasil expandiu cursos e vagas de Medicina nos últimos anos. Avaliar competências pode ajudar a identificar falhas de formação antes que elas cheguem ao consultório, à emergência ou ao SUS.

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Mas um exame nacional só será justo se olhar além da nota final. Faculdades com estruturas muito desiguais, estudantes de diferentes regiões e acesso variado a campos de prática precisam entrar nessa conta — sem transformar avaliação em barreira cega.

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O desafio será equilibrar autonomia profissional, critérios científicos e interesse público. Formar médicos bem preparados exige avaliação séria, transparência nos parâmetros e apoio para corrigir problemas onde eles começam: na graduação.

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No fim, o Enamed não deveria ser apenas um filtro na chegada. Seu maior valor pode estar em revelar, ao longo do caminho, onde a educação médica precisa melhorar — para que atendimento de qualidade não dependa do CEP do paciente.

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