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A empresa vê Salto Osório como candidata a usina reversível, tecnologia que guarda energia para usar na hora do aperto. ⚡💧

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A Engie está de olho em transformar Salto Osório numa espécie de “bateria gigante de água” ⚡💧 Mas colocou uma condição bem direta: só investe em usinas reversíveis se tiver garantia de renovação das concessões. 🧵

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A lógica é empresarial e simples: esse tipo de projeto exige muito capital e leva anos. Sem segurança de continuar operando a usina depois, a companhia diz que não faz sentido bancar a obra.

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Tá, mas o que é uma usina reversível? Ela usa dois reservatórios em alturas diferentes. Quando sobra eletricidade, bombeia água para cima. Quando a demanda aperta, deixa a água descer pelas turbinas e gera energia.

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Na prática, ela não cria energia do nada: armazena a eletricidade disponível em um horário para entregá-la em outro. Isso pode ajudar a equilibrar a rede em dias com muita geração solar ou eólica e pouco consumo.

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Salto Osório, no Paraná, entrou no radar da Engie como possível projeto. Ainda são estudos, não uma obra contratada. E a empresa deixou claro que a decisão depende da regra para renovar a concessão.

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A Engie também quer mais flexibilidade da Aneel para usar recursos obrigatórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D) nessa tecnologia. A discussão é relevante: inovação precisa de regra clara, mas com retorno público bem acompanhado.

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Enquanto isso, a EPE prepara um levantamento dos projetos de usinas reversíveis no país. A chamada prevista terá caráter consultivo, ou seja: vai mapear o interesse e os projetos, sem garantir vaga em futuros leilões. O ponto central é transformar armazenamento em infraestrutura útil — sem perder transparência nas concessões.

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