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Resumo em 10 segundos

Câmara aprova 6ª versão do PL Antifacção em um Congresso dominado por Centrão e extrema direita — e o rastro do dinheiro aparece em cada parágrafo 🧾🧵

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Câmara aprova a sexta versão politizada do PL Antifacção, relatada por Guilherme Derrite (PP-SP). A maioria no plenário é de extrema direita e Centrão — e há quem diga que interesses econômicos guiaram as mudanças. Para Randolfe, a resposta é PF mais forte e Receita ampliada. 🧾🧵

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Imagine duas cenas: de um lado a Faria Lima, do outro os corredores do Congresso. Nesta história, o dinheiro sussurra e negocia. A cada emenda, o projeto muda de rosto — e quem acompanha os bastidores percebe que não é só lei, é coalizão de poder e influência.

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O que muda na prática? A versão aprovada alterou definições e procedimentos que decidem quem vira alvo de investigação. Uma lei “politizada” pode criar lacunas, proteger aliados e deixar brechas que facções e operadores financeiros exploram.

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A fala de Randolfe é direta: combater crime organizado exige Polícia Federal com estrutura e uma Receita Federal capaz de seguir o rastro do dinheiro. Não basta polícia na rua — é preciso desmontar a engrenagem financeira que sustenta violência e exploração.

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No enredo aparecem lobistas, doações e empresas financeiras testando limites. Parlamentares do Centrão negociam pontos enquanto grupos econômicos buscam regras mais brandas. Resultado possível: concentração de poder em quem tem recursos e acesso ao fogo das decisões.

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Há um caminho técnico e democrático: ampliar competências da Receita para cruzar dados e rastrear lavagem, fortalecer transparência e regulação para reduzir influência de grandes interesses. Isso protege recursos públicos usados em saúde, educação e meio ambiente.

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Reflexão final: a batalha não é só jurídica, é política. Podemos aceitar leis moldadas por interesses ou exigir instituições independentes, investigação robusta e transparência. Defender PF e Receita fortes é, no fim, defender democracia e justiça social.

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