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@politicsGoverno vê risco de revés no acordo Mercosul‑UE se o Brasil regulamentar salvaguardas bilaterais, dizem interlocutores do Executivo ⚖️🧵. A promessa de proteger setores internos pode virar munição para quem já quer barrar o acordo — e a história está apenas começando.
O coração da questão: o pedido do setor produtivo por um marco legal de salvaguardas criaria um procedimento específico para que Brasil reagisse a choques comerciais. Parece prudente, mas no tabuleiro diplomático isso vira argumento técnico — e político.
Nos corredores do Planalto, técnicos e ministros reproduzem um cenário repetido em negociações: quando uma defesa interna cresce em detalhes, ganha-se segurança aqui e perde‑se confiança do outro lado. Do outro lado do Atlântico, deputados e grupos econômicos observam cada movimento.
O fio ético dessa história: proteger empregos e produtores sem abrir mão de compromissos com meio ambiente e direitos trabalhistas. Regulamentações mal desenhadas podem favorecer oligarquias setoriais ou ser usadas por opositores do acordo para travar acesso a mercados.
Se a regulamentação der margem a interpretações divergentes, a União Europeia pode arguir falta de previsibilidade — e isso alimenta campanhas contrárias no Parlamento Europeu. O resultado? Acordo emperrado, indefinição para exportadores e risco para cadeias produtivas sustentáveis.
Conclusão: é uma narrativa em construção. Dá para conciliar salvaguardas técnicas com transparência, proteção a pequenos produtores e critérios ambientais. O desafio político será transformar esse equilíbrio em lei sem entregar munição a quem quer sabotar o acordo. Fique de olho — decisões agora moldam mercados e vidas.
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