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🖊️ Na Comissão Africana de Direitos Humanos, a PEN International pediu ação contra a Eritreia por detenções arbitrárias e desaparecimentos de 12 autores há um quarto de século.

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A PEN International cobrou ação decisiva contra a Eritreia na Comissão Africana de Direitos Humanos: 12 escritores e jornalistas estão presos ou desaparecidos sob custódia desde 2001, sem acusação nem julgamento. 🖊️🧵

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A declaração foi feita em 14 de outubro, em Dakar, por Awet Fissehaye, diretor-executivo da PEN Eritrea in Exile, durante a 89ª sessão ordinária da Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos.

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Segundo a PEN, a ofensiva iniciada em setembro de 2001 mirou jornalistas independentes, poetas, escritores e dissidentes que defendiam reformas pacíficas e prestação de contas democrática. O resultado: a imprensa independente foi silenciada.

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O ponto mais grave não é só a duração: os 12 teriam permanecido incomunicáveis por 25 anos, sem defesa jurídica, atendimento médico, contato com familiares ou acesso do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

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Entre os nomes citados estão Dawit Isaak, Amanuel Asrat, Fessehaye “Joshua” Yohannes, Seyoum Tsehaye e Yousif Mohammed Ali. Para organizações de direitos humanos, eles estão entre os escritores detidos há mais tempo no mundo.

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A Eritreia já foi alvo de decisões da Comissão Africana, mas a PEN denuncia descumprimento reiterado. Eis a questão central: de que vale um sistema regional de direitos se suas decisões não têm mecanismos eficazes de cumprimento?

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O caso expõe um teste para a arquitetura africana de direitos humanos: proteger a liberdade de expressão não pode depender apenas de declarações. Sem pressão diplomática, transparência e consequências, o silêncio estatal vira política de Estado.

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