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Um país báltico ultradigital e o maior polo científico brasileiro discutem IA, quântica e comida sustentável. 🌍🔬

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A Estônia, um dos países mais digitalizados do mundo, quer somar forças com São Paulo em IA, tecnologias quânticas e alimentos sustentáveis. 🔬🌍 A conversa aconteceu na FAPESP — e pode aproximar dois laboratórios de futuro muito diferentes. 🧵

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De um lado, a Estônia: 1,37 milhão de habitantes, 45 mil km² e serviços públicos amplamente digitalizados. Do outro, São Paulo: escala populacional, universidades, centros de pesquisa e uma agropecuária capaz de testar soluções em dimensões continentais.

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Foi justamente essa diferença que virou oportunidade. O ministro estoniano da Agricultura, Hendrik Terras, resumiu com humor: por ser pequeno, seu país “não tem outra opção a não ser ser inteligente”. Pequenos territórios permitem testar rápido; São Paulo permite ampliar o que funciona.

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Na pauta, inteligência artificial aplicada a serviços e produção, tecnologias quânticas e sistemas mais sustentáveis para alimentar a população. Não se trata apenas de criar ferramentas novas: o desafio é fazê-las chegar ao campo, aos laboratórios e à vida cotidiana.

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A Estônia virou referência em digitalização estatal, com tecnologias usadas em áreas como educação e saúde. A troca com instituições paulistas pode ajudar a investigar como inovação pública, dados e pesquisa científica ganham escala sem perder qualidade e segurança.

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Para Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, Estônia e São Paulo têm histórias, idiomas e tamanhos muito distintos. Mas compartilham uma ideia central: ciência, tecnologia e inovação não são luxo — são motores econômicos e sociais.

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Parcerias internacionais funcionam melhor quando cada lado oferece o que tem de único: agilidade para experimentar, capacidade para escalar e pesquisa sólida para avaliar impactos. Entre um país do Báltico e São Paulo, essa ponte começa pela ciência — e pode chegar à mesa de muita gente.

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