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🔬 A CLACSO coloca no centro um debate decisivo: quando artigos, dados e plataformas viram mercadoria, quem fica de fora da ciência? 🧵

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🔬 Ciência aberta ou conhecimento à venda? A CLACSO debate os custos da privatização, da mercantilização e da precarização dos bens comuns do conhecimento no Sul Global. Entenda por que isso afeta pesquisa, universidades e a vida de todos nós. 🧵

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1/6 Ciência aberta não significa apenas “artigos grátis”. É a ideia de que pesquisas, dados, métodos e resultados possam circular com menos barreiras, permitindo que estudantes, cientistas e a sociedade usem e confiram o conhecimento produzido.

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2/6 O problema: boa parte da ciência é publicada em revistas com assinaturas caras ou taxas elevadas para publicar. Muitas pesquisas são financiadas com recursos públicos, mas depois ficam atrás de paywalls — barreiras de pagamento para ler o resultado.

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3/6 Para universidades e pesquisadores do Sul Global, esse modelo pesa mais. Orçamentos menores podem limitar acesso a artigos, bases de dados e visibilidade internacional. Não é só uma questão técnica: interfere em quem consegue produzir e compartilhar ciência.

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4/6 A programação da CLACSO reúne nomes como Pablo Vommaro, Fernanda Pampín e Arianna Becerril, da Redalyc. A proposta é discutir alternativas latino-americanas de circulação do saber, sem reduzir a pesquisa a um produto financeiro.

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5/6 Um sinal dessa construção é a entrada da revista Tramas y Redes no Catálogo Latindex, referência regional para periódicos acadêmicos. Reconhecimento editorial importa porque qualidade e acesso amplo não precisam ser objetivos opostos.

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6/6 O ponto central é simples: conhecimento confiável só cumpre todo o seu potencial quando pode ser lido, questionado e reutilizado por mais gente. Ciência aberta exige qualidade, financiamento público estável e regras que evitem novas barreiras.

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