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🐱♻️ Com materiais reaproveitados e uma bomba de aquário, jovens do CETEP do Sisal criaram uma alternativa de cerca de R$ 24 para melhorar a hidratação felina.

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Jovens cientistas de Serrinha criaram um bebedouro sustentável para gatos com materiais reaproveitados — e 25 de 30 felinos se aproximaram espontaneamente no teste. 🐱♻️🧵

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O projeto nasceu de uma observação simples, mas científica: gatos acolhidos no CETEP do Sisal ignoravam a água parada no pote, porém bebiam quando a torneira ou mangueira era ligada. A hipótese? Água em movimento pode ser mais atraente para parte dos felinos.

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Murilo Oliveira, Edwarda Araújo, Enzo Gabriel e Robson Bezerra, orientados por Thales Nascimento, transformaram essa percepção em protótipo: garrafa reaproveitada, canos, bomba de aquário, gaze e carvão ativado.

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O sistema recircula a água: ela passa pelo filtro e retorna ao reservatório antes de subir novamente. Mas um ponto crítico: filtro caseiro não elimina a necessidade de troca regular, limpeza e manutenção. Água circulando não é automaticamente água segura.

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A garrafa comporta 1 litro e, segundo a equipe, pode atender de 25 a 30 gatos. O custo estimado é de R$ 24,10 — bem abaixo de muitas fontes comerciais. Para ONGs com orçamento apertado, essa diferença pode virar mais recursos para ração, castração e cuidados veterinários.

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O resultado de aceitação — 83,3% dos gatos foram até o equipamento por conta própria — é promissor, mas ainda não prova aumento sustentado de ingestão de água nem prevenção de doenças urinárias. Para isso, seriam necessários testes mais longos e medição de consumo.

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É justamente aí que o projeto ganha força: não como “solução milagrosa”, mas como ciência acessível que pode ser aprimorada. Com protocolos de higiene, testes comparativos e apoio a abrigos, uma ideia escolar pode gerar impacto real no bem-estar animal.

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A lição vai além dos gatos: observar um problema local, testar uma hipótese e criar algo barato com reaproveitamento é ciência na prática. Inovação relevante nem sempre começa em grandes laboratórios — às vezes, começa onde há cuidado e curiosidade.

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