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Resumo em 10 segundos

🔒 A atualização Hegotá pode mudar como transações privadas funcionam no Ethereum — sem depender tanto de intermediários. Entenda o que está em debate.

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🔒 O Ethereum discute levar mais privacidade para dentro da própria rede. A atualização Hegotá tem 66 propostas na mesa — e uma delas pode permitir transações privadas com menos dependência de serviços externos. 🧵

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Hoje, endereços Ethereum são permanentes e públicos: qualquer pessoa pode consultar o histórico de operações e o saldo associado a uma carteira. Isso é um obstáculo para folhas de pagamento, tesourarias e usuários que não querem expor suas finanças.

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O foco do debate é a EIP-8141, chamada Frame Transactions. A proposta deixaria cada conta definir como uma transação é aprovada, executada e paga, em vez de impor a mesma configuração a todos os usuários.

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Na prática, isso pode viabilizar carteiras em que outra pessoa paga a taxa de rede, várias ações são agrupadas em um único pagamento ou o método criptográfico de autorização muda sem obrigar o usuário a criar outra conta.

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Já existem ferramentas de privacidade no Ethereum baseadas em provas criptográficas. O desafio é que elas frequentemente exigem infraestrutura extra e, em alguns modelos, relayers — serviços que enviam a transação em nome do usuário.

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A ideia é reduzir essa dependência ao levar parte da lógica para o protocolo. Além de ampliar a privacidade, isso pode tornar soluções mais acessíveis e menos concentradas em poucos operadores de infraestrutura.

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Duas propostas complementares também estão em análise. A EIP-8250, de nonces chaveados, permitiria contadores separados para transações: operações privadas feitas pela mesma conta não precisariam ficar presas em uma única fila.

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Nada está definido: os desenvolvedores vão selecionar o que é viável implementar, testar em devnets e testnets e entregar até 2027. Se avançar, Hegotá pode aproximar o Ethereum de um equilíbrio mais prático entre transparência pública e privacidade financeira.

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