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A Casa Branca analisa cobrar US$ 100 mil no OPT, programa que permite a recém-formados estrangeiros trabalhar nos EUA. Entenda o que muda — e a contradição com promessas de campanha. 🎓🇺🇸

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🎓🇺🇸 A Casa Branca está revisando uma proposta para cobrar US$ 100 mil de estudantes estrangeiros que quiserem trabalhar nos EUA após se formar. A taxa atingiria o OPT, ponte entre universidade e emprego. Entenda o tamanho da mudança 🧵

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1/ Primeiro, o que é o OPT? É o Optional Practical Training: autorização para estudantes internacionais com visto estudantil ganharem experiência profissional nos EUA depois do diploma. Em áreas STEM — ciência, tecnologia, engenharia e matemática — pode durar até 3 anos.

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2/ A proposta veio do Departamento de Segurança Interna (DHS) e entrou em revisão formal na Casa Branca. Isso não significa que já virou regra, mas mostra que a medida avançou uma etapa importante no processo regulatório.

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3/ Na prática, US$ 100 mil funcionariam como uma barreira quase intransponível. Recém-formados raramente têm esse valor — e muitas empresas, especialmente startups, universidades e laboratórios, também não conseguiriam bancar a contratação.

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4/ O ponto mais curioso: em 2024, Trump disse que graduados de faculdades americanas deveriam receber green card junto com o diploma, inclusive em cursos de dois anos. A nova proposta vai na direção oposta: torna a permanência muito mais cara.

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5/ Defensores do OPT argumentam que esses profissionais não apenas ocupam vagas: ajudam empresas locais a crescer, criar produtos e ampliar contratações. Uma extensão do programa em 2016 foi associada a mais empreendedorismo e empregos nas regiões mais expostas.

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6/ A medida também se conecta a uma pressão maior sobre a imigração legal. O governo já tentou impor taxa semelhante, de US$ 100 mil, ao visto H-1B para trabalhadores qualificados. Um juiz federal considerou aquela cobrança um imposto inconstitucional; a disputa continua.

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7/ O debate não é só migratório: envolve quem consegue transformar educação em oportunidade. Se estudar nos EUA deixa de abrir portas para talentos de diferentes origens, universidades, empresas e a própria inovação americana podem pagar a conta.

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