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Resumo em 10 segundos

A maior economia do planeta segue forte em vários indicadores — mas juros, inflação e rombo fiscal estão deixando o mercado com o pé atrás. 🌎💸

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Os EUA seguem crescendo e com desemprego baixo, mas uma dívida pública de mais de US$ 40 trilhões está deixando o mercado mundial inquieto. E, sim: isso pode bater nos juros brasileiros. 💸🧵

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O lado resiliente: o PIB americano avançou a um ritmo anualizado de 1,5% no 2º trimestre. Para 2026, o FMI projeta alta de 2,3%. E o desemprego ficou em 4,1% em agosto, abaixo de 5% desde março de 2022.

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Só que a inflação ainda não cedeu como o Fed gostaria: ficou em 3,4% em agosto, acima da meta de 2%. Em setembro, o banco central elevou os juros para a faixa de 3,75% a 4% ao ano — e o mercado já espera mais uma alta em 2026.

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A grande pedra no sapato é fiscal. A dívida americana passou de US$ 40 trilhões em agosto, cerca de 120% do PIB. O déficit anual ronda 6% do PIB. É um rombo enorme justamente na referência financeira do planeta.

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Os títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos chegaram perto de render 5% ao ano em setembro, maior nível desde 2007. Quando o título mais seguro do mundo paga mais, investidores exigem retornos maiores de vários países — inclusive do Brasil.

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Resolver isso exigiria elevar receitas e/ou cortar gastos, mas a polarização no Congresso trava acordos. E há despesas extras, como os custos da guerra no Irã: US$ 38 bilhões até agosto, mais cerca de US$ 3 bilhões por mês, segundo o Congresso.

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Mesmo assim, o dólar continua sem um substituto à altura e os EUA ainda atraem capital: receberam US$ 288 bilhões em investimento direto produtivo em 2025, três vezes mais que a China. O paradoxo é esse: confiança alta, mas com uma conta fiscal cada vez mais pesada.

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