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Évora, Grândola e Serpa receberam apoio para planos de mobilidade sustentável. Mas a pergunta é: quando isso vira transporte melhor na rua? 🚍🌱

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€84 mil para planejar a mobilidade de Évora, Grândola e Serpa 🚍🌱 Mas planos sustentáveis saem mesmo do papel — ou viram mais um estudo guardado numa gaveta? 🧵

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O apoio vem do Fundo para a Mobilidade e Transportes e financia estudos, consultoria, adaptação e monitoramento dos Planos de Mobilidade Urbana Sustentável. Importante? Sim. Suficiente para mudar o deslocamento diário? Ainda não.

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Grândola recebe a maior fatia: €41.250. Évora terá €28.125 e Serpa, €14.625. Do total, €16.348,50 já foram executados em 2025; €67.651,50 ficam previstos para 2026. Como cada município vai transformar diagnóstico em resultado?

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O detalhe que exige atenção: o despacho não informa quais trabalhos específicos serão feitos nem quais intervenções concretas podem surgir. Sem metas públicas, como moradores vão cobrar ônibus melhores, calçadas acessíveis e ciclovias seguras?

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Um plano de mobilidade não deveria olhar só para carros e estacionamento. Quem depende de ônibus? Quem caminha, pedala, tem mobilidade reduzida ou vive longe do centro? Planejar para todos é o teste real de uma cidade sustentável.

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A comparticipação cobre 75% das despesas elegíveis, com teto de €75 mil por candidatura. É recurso para desenhar o caminho, não para executar grandes obras. Então a questão é inevitável: haverá orçamento posterior para colocar as propostas em prática?

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No país, são 58 candidaturas de 54 municípios, somando pouco mais de €2,02 milhões. Planejamento é indispensável — mas mobilidade sustentável só se comprova quando o trajeto cotidiano fica mais barato, seguro, acessível e menos dependente do carro.

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